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Pequena empresa ganha ajuda para chegar ao mercado externo

Grupos como Correios, Fedex e UPS disputam um mercado de mais de 7,4 mil pequenos exportadores

As empresas de transporte e logística estão descobrindo o mercado das micro e pequenas empresas. Os serviços voltados para elas estão cada vez mais comuns. "Era um mercado praticamente inexistente há cinco anos, e agora há várias empresas competindo para atender as pequenas exportadoras", diz a chefe da divisão de comércio exterior dos Correios, Rosimar Fernandes de Mello.

O número de micro e pequenas empresas industriais exportadoras foi 7.443 em 2004, representando 62,1% do total de firmas industriais de todos os tamanhos que exportaram no ano passado. No entanto, as exportações das MPEs representam apenas 2,3% do valor exportado em 2004 - US$ 1,8 bilhão de um total de US$ 96,5 bilhões exportados pelo Brasil.

"Apesar de exportarem valores menores, eles são a maioria dos nossos clientes", diz o diretor de marketing da Fedex, Guilherme Gatti. "Por isso resolvemos criar um serviço especial para eles." A Fedex assinou recentemente uma parceria com o Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) para atender este público.

Pela parceria, os associados do Ciesp terão orientação de documentação e embalagem na hora de exportar pela Fedex. "Auxiliamos na obtenção dos documentos necessários e criamos modelos das embalagens mais adequadas para o produto em questão em nossos laboratório em Memphis (EUA)", explica Gatti. Será possível também obter descontos de até 50% no frete. "Queremos diminuir ao máximo as preocupações do microempresário: pegamos o produto na porta dele e deixamos na porta do cliente." Eles estimam que, com essa parceria, o tempo médio para exportar um produto caia de 15 para 4 dias.

O Ciesp fica responsável pela análise de mercado, para descobrir quais os países que mais se interessam pelos produtos e quais adaptações seriam necessárias para realizar as exportações. "Metade dos nossos associados exportam, mas queremos que esse número cresça. Competindo lá fora, as empresas vêem o que há de mais moderno e trazem melhorias para o País", diz Humberto Barbato, diretor-executivo do Ciesp.

Informação

"As grandes empresas têm estrutura e profissionais especializados em exportação, mas entre as pequenas falta muita informação," diz Juliana Vasconcelos, gerente de marketing da UPS, também da área de transporte de cargas e suprimentos. "Por isso, criamos o serviço de assessoria." A UPS oferece a esses exportadores a ajuda de uma equipe de alfândega e facilita a retirada do Documento Simplificado de Exportação ou o Relatório de Exportação (RE). "Também adaptamos o volume às diferentes exigências. A Colômbia, por exemplo, não aceita pacotes com mais de 50kg."

Segundo Juliana, a participação das microempresas tem crescido muito nos últimos três anos, especialmente as do setor têxtil, cerâmico e de tecnologia. "Antes elas vendiam para fora apenas quando sobrava produto, era uma opção muito distante. Agora está se formando uma cultura exportadora."

Para o diretor da consultoria Brasil-Export, Moacyr Bighetti, a dificuldade em conseguir informações é a maior dificuldade das MPEs. "Mas elas estão, aí, basta procurar." Bighetti lançou recentemente o livro Exportar é Fácil, em conjunto com o economista José Carlos Mayer. "Muitos dizem que exportar é difícil. Mas o Brasil é tão hostil para as microempresas que, se a pessoa consegue fazer negócios aqui dentro, exportar é fácil sim."

Ele cita em seu livro vários locais onde se pode conseguir ajuda, além de explicar alguns termos de "exportês", como RE, commodities e cota aduaneira. "Todo empresário, antes de exportar, deve se informar com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio exterior, com os sindicatos, as empresas especializadas."

Os Correios, que oferecem o serviço Exporta Fácil há cinco anos, também têm percebido aumentos freqüentes no número de micro e pequenas empresas exportadoras. "Além dos líderes de pequenas exportações, que são vestuário e joalheria, estamos vendo muitas empresas de óptica e máquinas vendendo para o exterior", diz Rosimar.

Em 2002, o Exporta Fácil cresceu 219% em relação a 2001. Em 2003, o crescimento foi de 87,2% em relação a 2002. "Continuamos crescendo nos anos seguintes", diz Rosimar. "Assim como nós, as outras empresas também crescem." Ela acredita que a oferta de serviços para exportação deve se tornar ainda mais comum, dada a quantidade de possíveis exportações existente no Brasil. "Na Itália, 50% das exportações saem de micro e pequenas empresas. Aqui estamos longe disso, mas é possível crescer muito."

Estado de S. Paulo - SP

Ana Paula Lacerda

 
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